Para Refletir

Há momentos na vida difíceis de serem suportados, em que a única vontade que sentimos é de chorar, pois parecem arruinar para sempre nossa vida. Quando um destes momentos chegar, lembre-se que ainda não chegou o fim, que a sua história ainda não acabou e que ainda há esperança. Corrie Ten Boom disse: "não há abismo tão profundo que o amor de Deus não seja ainda mais profundo". Este amor você encontra aqui, um lugar de esperança, consolo e paz, e aqui encontrará a oportunidade de conhecer a verdadeira vida, uma vida abundante com Cristo.

sábado, 3 de novembro de 2018

A VIDA E SUA COMPLEXIDADE


INTRODUÇÃO
Como descrever sobre a vida? Como descrever sobre algo que todos têm, mas ao mesmo tempo é tão individualizado? As vidas de duas pessoas podem até se cruzarem em determinado ponto e, a partir daí, seguirem juntas até ao fim, mas mesmo assim a individualidade não ficará para trás. Isso porque cada um de nós tem uma história de vida, cheia de particularidades, e muitas delas única. Às vezes, passamos a maior parte da vida ao lado de uma pessoa e passamos, a cada dia, a conhecê-la profundamente; seus gostos, seu caráter, suas atitudes, mas mesmo assim podemos, depois de muito tempo, sermos surpreendido com algo novo que desconhecíamos sobre ela, que nunca havíamos percebido nela. Gosto muito de um ditado em que diz que a vida é uma caixinha de surpresas. E isso é verdade! Sempre nos surpreendemos com as pessoas! Também gosto muito de uma frase dita no final de Zootopia: “A vida vai muito além de uma frase no para-choque de um caminhão”.
Não é apenas a particularidade da vida que nos impressiona, sua instabilidade também é um grande mistério. Nada sabemos de como será o próximo dia de nossa vida e nem mesmo em como terminará o atual. Quem já não teve a sua vida deslumbrantemente transformada de um dia para outro? Quem já não teve a sua vida tragicamente mudada de um dia para outro? Neste sentido é muito sábio o conselho de Jesus quando diz: Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal (Mt 6.34). Ah! Mas como é difícil controlar a ansiedade! Quando tudo vai bem a alegria pode até sobrepor a ansiedade, mas quando as coisas vão mal ela corrói nosso coração como um câncer. Portanto, nossa vida é cheia de altos e baixos, pois em um dia estamos sorrindo para as estrelas, no outro encharcamos o travesseiro de tanto chorar; em um dia estamos vigorosamente saudável, em outro nos encontramos no leito da enfermidade; em um dia estamos bem humorados, aceitando qualquer brincadeira, em outro damos coices até no amigo que nos ampara; mudanças extremas de uma hora para outra! E quantos que não dormem ricos e acordam pobres? Enquanto que outros dormem pobres e acordam ricos? Quantos que não dormem saudáveis e acordam enfermos? E outros que nem sequer chegam a acordar! Apesar de tantas instabilidades a vida é muito preciosa, mas até nisso encontramos tremendas divergências entre um e outro, pois enquanto uns dariam toda a sua fortuna para prolongá-la, outros estão acabando com a sua por vontade própria e na flor da idade.
A vida é única e passageira. Diante disso todos são unânimes em pensar que se deve aproveitar ao máximo a vida. Salomão também pensava assim, pois disse: Pelo que vi não haver coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua recompensa; quem o fará voltar para ver o que será depois dele (Ec 3.22)? Mas até nisso divergimos entre uns e outros. Alguns sabem realmente aproveitar a vida sem colocá-la em risco ou prejudicá-la drasticamente, tanto no presente quanto no futuro, enquanto que outros, por desejarem o máximo, atrelam à vida consequências danosas que tirará, no futuro, todo o brilho e vigor da vida; isso quando não a perdem em sua plenitude! Também é fato que, o que é bom e diversão para uns pode não ser bom para outros, de forma que somente você sabe qual a melhor maneira de aproveitar a sua vida. Entretanto, não deve se esquecer de que duas coisas devem andar juntas: Proveito e preservação da vida, porque duas coisas jamais irão se separar por mais que você queira: Proveito e consequência. E o que podemos aprender com a vida?
01 – O QUEBRA-CABEÇA DA VIDA
Afinal de contas, por que estou aqui? Creio que esta pergunta já tenha passado pela sua cabeça algum dia. Caso isso tenha acontecido, ou caso esta pergunta te incomode, não se desespere, você não está sozinho nessa, pois esta é uma das indagações mais importantes da vida do homem. Mas, não deixe de procurar uma resposta. Ou melhor, não deixe de encontrar “a resposta” a esta pergunta, porque quando encontrar a resposta sua vida mudará, pois terá encontrado os encaixes das peças do quebra-cabeça de sua vida e poderá montá-lo com uma compreensão sem igual. E com certeza esta resposta mudará suas perspectivas, transformará suas decisões, tranquilizará seu espírito e torná-lo-á uma pessoa realizada.
Não te incomodes com o que vou lhe dizer, mas a resposta sobre os propósitos reais de nossa existência está na Bíblia. Não sei qual seu pensamento sobre a Bíblia. Talvez tenha a velha opinião de que “papel aceita tudo”, “quem a escreveu foram homens e não Deus”. Aliás, gostaria que isto te incomodasse sim, ao ponto de fazê-lo investigar e descobrir verdades que o conscientizará a respeito da Bíblia. De qualquer forma, a resposta que procuramos está na Bíblia! Seja qual for a sua opinião sobre a Bíblia, não poderá discordar da resposta que ela dá, pois verá que ela oferece a opção mais vantajosa para sua existência e aponta verdadeiros propósitos para sua vida. Você pode até discordar de sua resposta, mas com isso ficará com as respostas vazias que cientistas e filósofos oferecem.
A primeira pergunta do Breve Catecismo diz: Qual é o fim principal do homem? Com base na Bíblia, responde: O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Pode percorrer todas as respostas que a filosofia e a ciência dão a esta pergunta e verá que nenhuma satisfaz e é tão completa como esta que a Bíblia oferece. Porque o homem pode gozar todos os prazeres que este mundo oferece e mesmo assim ele não será totalmente feliz. Ele pode ter uma vida farta em que nada lhe falta e tenha tudo que seu coração deseja, e mesmo assim sentirá que algo está lhe faltando. E sabe por quê? Porque nós fomos criados por Deus. Ele nos deu o espírito da vida e, mesmo com a morte, nos deu a eternidade, de maneira que, somente nos completamos nele. Jamais teremos vida plena longe de Deus, pois sem Ele estamos incompletos. A paz, a satisfação, a alegria de viver encontraremos somente em Deus. Muitos acham que o maior horror do inferno é o fogo, mas a parte mais trágica do inferno é a separação completa de Deus.
Agora, vou lhe incomodar mais um pouco, se a Bíblia diz que somos eternos, como pode ser isso se morremos? A morte faz parte do quebra-cabeça da vida! Talvez, você seja um daqueles que acha que morreu acabou, pensa que a morte é o fim de tudo, pois nada existe depois dela. Digo a você que a morte não é o fim, mas sim o começo de uma nova existência. Ela é o fim de nossa vivência na terra, para o começo de uma vida no além, no desconhecido, mas real. A morte é o fim das oportunidades porque com ela se encerra toda possibilidade de se adquirir qualquer direito que nos beneficia no além. Partimos para a eternidade com nossos direitos adquiridos aqui na terra. Contudo, quaisquer que sejam estes direitos adquiridos a vida contínua depois da morte, sem nenhum retorno a este mundo, continua em uma nova dimensão, de uma forma que escapa da nossa compreensão do momento. E isso acontece independente da sua opinião sobre o assunto, porque é providência divina e não humana.
Deus, que é eterno, estendeu a eternidade ao homem, mas deu-lhe um curto período de tempo em uma existência terrena para que, durante esta vida, fizesse uma escolha sobre como e onde viveria a eternidade. Se escolher andar no caminho de Deus, viverá o gozo eterno na presença e no lar que Deus preparou para seus filhos. Entretanto, se escolher os prazeres deste mundo, viverá a perdição eterna, separado para sempre de Deus. Agora, pense comigo: se aqui na terra somos infelizes quando separados de Deus nesta breve vida, muito mais o seremos na eternidade quando banidos de vez de Sua presença, pois este é o verdadeiro sentido do inferno.
Não perca a oportunidade que a vida lhe oferece, não adie para amanhã o essencial, aquela decisão que não pode ficar para depois, pois o amanhã pode não vir para você. Caso você sinta que está vivendo longe de Deus, não viva mais as margens da perdição, não continue com uma vida mesquinha, medíocre que não lhe leva a outro lugar a não ser para a perdição. Salve sua vida, salve sua alma, adquira em Jesus o direito de viver a eternidade feliz, desfrutando de todo gozo que Deus tem preparado para aqueles que o amam e em suas mãos depositam suas vidas. Não permita que as indagações da vida o confunda e te faça perder as oportunidades que Deus lhe oferece, porque existe algo muito perigoso sobre a vida:
02 – A FRAGILIDADE DA VIDA
“Rebecca Burger, blogueira fitness francesa, morre após sifão de chantilly explodir”. Quando li esta notícia pensei naquele velho ditado: “Para morrer basta estar vivo”. Quem esperaria morrer manuseando um pequeno aparelho de alimento? Provavelmente ela estava dentro de seu apartamento sentindo-se segura, mas de onde menos esperava lhe veio à fatalidade. Aquela mulher estava no auge da sua vida, no auge de seu sucesso e creio que a última coisa que ela esperasse naquele momento era o fim de sua vida. Por ser fitness com certeza ela se preocupava com a saúde e o bem-estar; tantos cuidados inutilizados por uma tragédia! Aquela mulher estava com um corpo escultural o que mostra o quanto ela cuidava de seu corpo. Mas hoje eu pergunto: Será que ela manteve o mesmo cuidado que tinha com o seu corpo para com a sua alma? Porque seu corpo deve ter sido cremado ou enterrado, mas a sua alma subiu ao céu para a prestação de contas com Deus. Todas as suas oportunidades cessaram, e tudo o que restou foram as suas ações e atitudes, as quais foram todas registradas por Deus em seus livros; é a colheita na eternidade de sua semeadura na terra; é a consequência do proveito de sua vida na terra. O Apóstolo Paulo disse:
... Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser... Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. (1 Tm 4.7,8; 6.7).
Piedade é a devoção com Deus e é também compaixão pelo sofrimento alheio. A piedade é o cumprimento do mandamento: Amará ao Senhor teu Deus de todo o teu coração de toda a tua alma e ao próximo como a ti mesmo. A promessa para esta vida é a paz que sentimos quando estamos em paz com Deus. E estar em paz com Deus é estar em dia com Deus, sem débito algum. A nossa dívida com Deus foi paga por Jesus Cristo lá na cruz. Ela foi quitada completamente por Ele e a nota promissória foi rasgada. Portanto, quem aceita a Jesus como seu salvador pessoal e Senhor de sua vida está quite com Deus, não deve nada. E quem está em dia com Deus pode até não desejar a morte, mas quando ela vem não há desespero e nem senso de prejuízo se for prematura, pois para quem está quite com Deus morrer significa estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor do que tudo que há nesta vida. E João confirma isso quando diz:
Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida (1 Jo 5.12).
Jesus também falou algo que vai de encontro com a fragilidade da vida:
Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração (Mt 6.19-21).
Não é errado se preocupar com as coisas terrenas, não é pecado lutar por uma vida melhor, mais saudável, com mais poder aquisitivo para poder desfrutar de tantos lazeres que o mundo oferece, mas tudo isso é supérfluo, ou seja, não é o essencial, e Jesus está dizendo que devemos nos preocupar primeiro com o essencial, depois sim, buscar o supérfluo. Jesus diz que quando buscamos em primeiro lugar o essencial, o supérfluo nos é acrescentado, ou seja, ganhamos o essencial, que é o Reino de Deus, e de lambuja vem junto o supérfluo. Se Rebecca se preocupou apenas com os exercícios físicos ela não buscou o essencial e ficou apenas com o supérfluo, e quem fica apenas com o supérfluo não tem nada, vai de mãos vazias para a eternidade!
Não te repreendo se você está lutando para ter uma vida melhor, somente te exorto a não inverter as prioridades, não somente porque o tempo passa, mas sim porque a vida é frágil demais, basta um clique de Deus e você pode não existir mais na terra dos viventes; e não sabemos quando que Deus vai apertar este botão! Entretanto, cedo ou tarde todos nós iremos ultrapassar esta linha de chegada e porque nada temos trazido a este mundo ao nascer, também nada poderemos levar dele ao morrer. As únicas coisas que nos acompanharão são as nossas ações e atitudes e se você não inverteu as prioridades, boas coisas lhe acompanharão, mas se cometeu este pecado lhe restará apenas lamentar isso por toda a eternidade, porque não existe caminho de volta para consertar o que se passou. A vida é frágil! Muito cuidado com ela! Mas ela não é somente frágil, ela também é muito complexa!
03 – A COMPLEXA TAREFA DE VIVER
Todos querem viver! Quando você vê um doente em fase terminal pode notar a luta da maioria deles para continuar vivo. Todos querem viver e querem viver felizes, mas a vida nem sempre é um mar de rosas e parece que no mar da vida há mais espinhos do que rosas, de forma que isso torna a tarefa de viver muito inusitada. Salomão, um dos homens mais sábios que viveu neste mundo escreveu muito sobre a vida. Ao olhar para a vida ele disse:
Vi ainda todas as opressões que se fazem debaixo do sol: vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos (Ec 4.1).
Essa visão da vida levou Salomão à seguinte conclusão:
Pelo que tenho por mais felizes os que já morreram, mais do que os que ainda vivem (Ec 4.2).
E ele achou tão árdua a tarefa de viver que chega a dizer:
Porém mais que uns e outros tenho por feliz aquele que ainda não nasceu e não viu as más obras que se fazem debaixo do sol (Ec 4.3).
Não é nada fácil viver! Quando tudo está bem na vida, quando você está saudável, quando tudo vai dando certo e discorrendo de forma agradável, viver é um êxtase, mas quando acontece uma reviravolta em sua vida e as nuvens tornam-se escuras e pairam sobre você como uma tempestade, o êxtase pode se tornar amargo como um fel e a alegria pode dar lugar à tristeza e murmúrios.
A vida não é como uma tecla de liga e desliga, de forma que, independente de como esteja a situação, a única opção que temos é continuar a viver, pois assim como não optamos em nascer da mesma forma não nos cabe optar em deixar de viver, estando isso delegado àquele que nos deu a vida. Quando contraímos uma doença grave, incurável, mesmo em fase terminal, por mais perto que a morte esteja não sabemos o dia e a hora em que procederá nossa partida deste mundo, de forma que, com dor ou sem dor, saudável ou doente, andando ou de cama e até mesmo em uma cadeira de rodas temos que continuar a viver até que chegue o dia de partir. Quando, em uma tragédia, perdemos nossos familiares e, quem sabe, sejamos o único sobrevivente, não podemos optar em ir com eles também, de forma que tudo que nos resta é permanecermos aqui, mesmo que sozinho, mesmo que chorando, mesmo com um aperto tremendo no coração, mesmo que com tremendas saudades. Também quando, em um acidente ou proveniente de alguma doença perdemos a maioria de nossos sentidos e movimentos, mesmo que apenas nossa cabeça se movimente e sinta alguma coisa temos que continuar a viver, pois não nos cabe a tarefa de desistir da vida, mesmo quando esta não tem mais nenhum sentido para nós. Jó, em sua angústia disse:
Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo, que esperam a morte, e ela não vem? Eles cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos. Eles se regozijariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura (Jó 3.20-22).
Ele estava sofrendo, mas não podia fazer nada para encerrar sua angústia. Entendeu a complexidade da vida? Somos marionetes amarradas à vida e ela dita as regras e nos movimenta segundo o sublime querer de Deus, o autor da vida. Jesus também falou muito sobre a vida e como Ele é aquele que veio curar a nossa enfermidade espiritual e nos dar vida, Ele sempre apresenta a causa juntamente com a solução. Um dia Ele disse:
No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo (Jo 16.33).
Ele nos deixa seu exemplo de vitória, de que, por mais difícil que esteja é necessário seguir em frente e ir até ao fim. Jesus podia ter desistido da cruz em qualquer momento da vida, desde o Getsêmani até ao momento em que estava dependurado nela, agonizando pela dor da crucificação, mas Ele não desistiu e mesmo sofrendo a mais cruel humilhação e dor foi até ao fim, porque se Ele descesse daquela cruz em vida nossa redenção não existiria. Assim como nós que um dia podemos desistir e por fim à nossa vida, Jesus também podia ter desistido e ouvido aquelas pessoas que o desafiaram a descer da cruz para que pudessem crer nele, mas Ele não desceu porque nasceu para um objetivo e independente de como as coisas se tornariam Ele não desistiria, pois Ele disse:
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10.10).
Ele sabia da nossa difícil tarefa de viver e quer tornar esta nossa dura vida mais amena, para isso Jesus nos oferece um ingrediente indispensável:
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (Jo 14.27).
Agora, em meio às amarguras da vida, há esperança de uma vida melhor, uma vida mais feliz, com mais consolo, com mais apoio, com mais presença de um verdadeiro amigo.
Há momentos em que estamos vivos, mas estamos como que mortos por dentro. Às vezes, você encontra alguém na rua, cumprimenta, recebe sorrisos e abraços, mas na verdade aquela pessoa está tremendamente amargurada. Quantas vezes não estamos quietos, calmos, tranquilos, enquanto que acontece uma verdadeira guerra dentro de nós, pois lá no íntimo estamos em conflito, ou decepcionados, ou revoltados, ou amargurados e, algumas vezes, nem mesmo sabemos a razão de nossa tristeza. Quando isso acontece seguir sozinho é suicídio ou pelo menos sofrer ainda mais. Nesta hora precisamos de um ombro amigo. Salomão disse:
Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial (Pv 27.9).
Portanto, não torne a vida ainda mais difícil de ser vivida. Caso você esteja chorando por dentro não sofra sozinho, deixe o orgulho de lado e peça ajuda. Procure um ombro para inclinar a cabeça e chorar um pouquinho, mas não qualquer ombro, para isso tem que ser um ombro amigo. Caso você não encontre nenhum amigo, saiba que Jesus é o nosso verdadeiro amigo. Não é qualquer um que vai lhe dizer:
Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei (Mt 11.28).
É nos momentos mais difíceis da vida, quando quase todos te deixam à mercê da vida, que Jesus lhe oferece apoio. Nisso conhecemos o verdadeiro amigo. Que Deus te abençoe a encontrar a vida plena que Jesus veio nos oferecer! Que na complexidade da vida você aprenda a discernir a parte espiritual, porque nesta complexa tarefa de viver a batalha entre o carnal e o espiritual será a nossa maior batalha e nesta batalha há algo muito importante a ser considerado:
04 – O QUE FICA?
Não há como falar da vida sem falar da morte. Se a morte significa o fim de nossa existência neste mundo, então, o que é que fica? Você sabe o que acontece com o nosso corpo depois que ele morre? Em apenas três dias as unhas se desgrudam da pele. Em quatro dias os cabelos do nosso corpo caem. Após cinco dias, o cérebro, os músculos e a pele começam a se decompor. Após seis dias, a pele fica escura e a carne se desprende dos ossos. Sessenta dias depois apenas o esqueleto permanece. E onde foi parar toda aquela vaidade que aquele corpo ostentava? Para onde foi toda a inveja que ocupava o coração e que tanto mal causou a tantas pessoas? Para onde foi todo aquele orgulho que tanto cegou a ponto de fazer a pessoa achar que o mundo girava em torno de si mesma e que todos ao seu redor eram seus súditos? O que aconteceu com todo aquele egoísmo que fazia a pessoa pensar somente em si mesma e a querer apenas a satisfação de seus próprios desejos? Que fim levou toda aquela maldade que prejudicou a vida de tantos, os fazendo sofrer e chorar? Qual foi o destino de todo aquele ódio instalado no coração, incapaz de perdoar, mas autossuficiente a ponto de matar seu próximo? Foi tudo consumido pela terra como foi o corpo? Não! Não foi! Se fôssemos como os animais poderíamos dizer que sim, mas não somos como os animais. Quando Deus criou os animais Deus assim o fez:
Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus. Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves. Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez. E fez Deus os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais domésticos, conforme a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom (Gn 1.20-25).
Entretanto, quando Deus criou o homem Ele assim o fez:
Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente (Gn 1.26-27, 2.7).
O homem é diferente! Ele tem um ingrediente a mais além do corpo! Ele possui uma alma a qual não morre como o corpo! E ao falar da morte, o sábio Salomão falou o que acontece com o homem quando este morre:
E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu (Ec 12.7).
Ele diferenciou no homem dois elementos. Dois elementos, dois destinos. O corpo, que ostenta uma aparência ilusória, mas em sua essência possui uma qualidade vã, volta para a sua origem, que é o pó da terra. Mas o espírito é diferente! Este volta para aquele que é a origem da vida, àquele que dele saiu! O espírito volta para Deus! E assim como o homem veio ao mundo ele volta? Ele veio ao mundo nu, de mãos vazias e é assim que ele volta? Em termos materiais sim, mas em termos espirituais não! Lembre-se: São dois elementos: Corpo e alma. Ambos vieram vazios, sem nada, apesar de que o espírito veio com talentos, mas neste sentido o corpo veio saudável, com saúde; ambos possuíam coisas abstratas. O primeiro, o corpo, volta como veio ao mundo: Sem nada, porque tudo ficou para trás, seja o quanto que tiver sido adquirido. Porém, o segundo, a alma, esta não volta de mãos vazias, pois a Bíblia diz:
Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham (Ap 14.13).
Eles voltam para Deus levando em sua companhia não bens materiais, mas as suas obras, as suas decisões, as suas atitudes, as suas palavras, as ideologias pelas quais lutaram, defenderam e que nortearam a sua vida. Eles chegaram com suas vidas vazias, mas retornam com tudo aquilo que viveram. E por que retornamos assim? Paulo nos responde:
Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo (2 Co 5.10).
É mais ou menos assim: Deus criou você não para morrer, mas para viver eternamente. Há no mundo dois tipos de pessoas: As boas e as más, ou seja, os justos e os ímpios. Para isso Deus reservou dois destinos: O céu e o inferno. O primeiro seria um lugar para recompensar os justos pela sua integridade, e o segundo para colocar os ímpios que, com sua incredulidade e dureza de coração rejeita a Deus e aos seus mandamentos. Isso é na eternidade. Acontece que, antes da eternidade, Deus coloca tanto o justo como o ímpio, juntos, para viverem uma breve vida neste mundo. Apesar de sua brevidade, esta vida é extremamente importante, porque é nela em que é selado o nosso destino. Tanto o justo como o ímpio recebem a mesma coisa: Um corpo, uma alma, uma oportunidade. Esta oportunidade se estende ao tempo de sua existência aqui. Quando este tempo acaba o corpo é descartado e volta somente o espírito, levando consigo as suas crenças. Estas definirão o seu destino. Depois que todos passarem por esta experiência (Somente Deus sabe quantos são), Deus mandará os espíritos de volta, agora para aquilo que chamamos de ressurreição do corpo. Agora, este corpo é tão eterno quanto a alma e ambos viverão em seus destinos selados pela vida que tiveram aqui na terra. Entendeu a importância da vida? Entendeu o por quê você está aqui? Entendeu por que você nasceu? Conseguiu descobrir aqui a resposta? Entendeu o que é que fica, o que é que permanece? Caso você tenha percebido atende ao que Jesus lhe diz:
Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração (Mt 6.19-21).
Que Deus te abençoe a desvendar estes mistérios da vida!
CONCLUSÃO
Assim é a vida, um grande dilema que, quando temos o privilégio de começarmos a entendê-la e desvendar os seus mistérios está na hora de partir e ir embora para sempre. Gostei muito deste verso que a minha amiga Eliane Torres escreveu:
Cheia de altos e baixos
Assim é a vida,
Um círculo consequente,
Dolorida como uma ferida,
Calorosa como uma despedida.
A vida é uma flor,
Suas pétalas caem,
Seu vigor desvanece,
Ninguém se atenta, ninguém percebe,
Mas é um milagre que todos os dias se repete.
Diante do dilema da vida, deixo nestas palavras mais um de tantos conselhos que circulam por aí. De todos os que já ouvi nenhum é tão completo como ele, pois este não separa o proveito da consequência, coisa que todos os demais o fazem. Este conselho diz:
Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade (Ec 11.9-10).
Curte sua vida, mas nunca se esqueça das consequências! Curte sua vida, mas não deixe para amanhã sua preparação espiritual para o fim desta viagem! Curte sua vida, mas não deixe de encontrar a verdadeira resposta para a sua existência! Curte sua vida, mas nunca se esqueça de sua fragilidade, viva-a consciente de que ela pode terminar a qualquer momento e assim se encerrar as oportunidades! Como somos individuais somente você pode decidir por você. Pense nestas palavras e decida e que Deus te abençoe e te ilumine nesta tão importante decisão! Amém!
Luiz Lobianco
luizlobianco@hotmail.com
Bibliografia:
Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Sociedade Bíblica do Brasil.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

A ETERNIDADE E A TÃO SONHADA IMORTALIDADE


51  Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,
52  num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
53  Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.
54  E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.
55  Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
56  O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
57  Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Co 15.51-57).
INTRODUÇÃO
A famosa propaganda do Banco Bamerindus dizia: “O tempo passa, o tempo voa...” E como voa! É uma ansiedade tão grande para chegar logo na casa dos vinte anos para alcançar a maioridade e depois torcer para que o tempo ande mais devagar, mas não adianta, porque ele não para, e depois dos vinte anos ele parece decolar para uma viagem frenética até seu destino final. Nesse tempo que voa, a cada dia que passa, sentimos as mudanças do nosso corpo e começamos a perceber que, desde que nascemos, o gráfico do nosso corpo não é crescente, mas sim decrescente. A Bíblia confirma isso quando diz: O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece (Jó 14.1,2). Ele está se referindo ao corpo, que nasce belo e formoso, com todo vigor, e morre velho e falido, como a flor, tão esplendorosa em seu nascimento, mas termina sua existência murcha. O salmista fala a mesma coisa quando diz: Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar (Sl 103.15,16).
O homem não nasceu para morrer, a morte é uma intrusa na criação de Deus, e pela razão da iminência da morte faz a imortalidade ser um dos maiores anseios do homem. Apesar de sua busca frenética pela imortalidade, nesta vida tudo que o homem conseguirá é a determinação de seu destino final, sendo a imortalidade uma realidade, mas o seu destino fruto de suas ações e escolhas nesta vida terrena.
Como o homem nasce neste mundo e conhece apenas esta vida, o apego às coisas terrenas o faz desejar a imortalidade aqui. Entretanto, aqui, já está determinado a nossa morte e a passagem por ela é inevitável. Entretanto, no porvir, a eternidade e a imortalidade é uma realidade. Claro que este assunto é obscuro, um mistério, porque ele não é objetivo, mas subjetivo. Neste ponto a ciência não se aplica, pois as cogitações do porvir exigem fé, e fé não se explica, não se comprova, ela não acontece e se desenvolve em testes de laboratório, mas tão somente no coração.
A eternidade e a imortalidade não é criação do homem, não há participação nenhuma do homem em sua realidade, mas tão somente de Deus, o que nos trás tremenda segurança em sua realidade. Os termos de suas leis também não são estipulados pelos pensamentos do homem, mas por aquele que governa o Universo. A certeza da aplicação de uma justiça justa é segurada por Deus, de forma que a razão de estarmos convivendo juntos, em um mesmo espaço, justos e ímpios, nada impedirá Deus de aplicar a sua justiça no porvir. E o que podemos falar desse assunto tão misterioso?
01 – A LEGITIMIDADE DE DEUS NA JURISDIÇÃO SOBRE TUDO E TODOS
Quando pensamos em eternidade e imortalidade precisamos pensar na competência de Deus, porque a eternidade e a imortalidade ocorrem por autoridade competente. Quando o homem pecou lá no Jardim do Éden, pela justiça de Deus o homem poderia ter sido condenado para sempre, mas Deus ouviu a voz de seu amor e providenciou salvação para o homem, de forma que Deus não terá por inocente àquele que rejeita esta salvação. Deus tem autoridade sobre todos, e esta autoridade é uma das principais características de Deus, Ele diz:
Porque assim diz o SENHOR, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro (Is 45.18).
Deus é o Criador de todas as coisas, pois nada veio a existir sem que tenha sido por Deus criado. Deus é eterno, sempre existiu e sempre existirá. Portanto, desafiar a autoridade de Deus é uma das piores coisas que alguém pode fazer e as consequências dessa insubordinação são gravíssimas. A Bíblia tem vários relatos do castigo para quem não se submete à autoridade de Deus e se insurge contra Ele. Um dos principais exemplos é Lúcifer, que não reconheceu a autoridade de Deus e se rebelou contra Deus, sendo condenado ao inferno para sempre; ele e todos os anjos que o acompanharam.
A Bíblia diz que todo o mundo pertence àquele que o criou: Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam (Sl 24.1). E como Criador Deus tem direitos sobre toda a criação, direitos sobre tudo e sobre todos. Desta forma Deus age exclusivamente de acordo com a sua vontade e não é impulsionado por nada e nem por ninguém além dele mesmo. Deus assim nos fala:
Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade (Is 46.9-10).
Deus é Soberano, Ele tem toda autoridade para fazer com que a sua vontade prevaleça. Ele ainda diz: Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura (Is 42.8). Há um cântico maravilhoso que Carlos Sider canta que expressa a grandeza de Deus. Ele diz:
Deus não pensa como pensa o homem,
Não enxerga como o homem vê,
Não caminha por caminho humano,
Não se pauta pelos planos meus.
...
Deus não para pra pensar na vida,
No que fez, no que deixou pra trás,
Não promete o que talvez não cumpra,
Não refaz nenhum dos planos Seus.
...
Em Suas mãos está o poder da vida.
Tudo sabe, sabe o que virá.
Nada faz com que se surpreenda,
Nada altera o que já traçou.
...
Sua grandeza só me faz calar.
Ele é quem define qual meu rumo.
Ele é quem sabe bem mais que eu.
Deus não tem limites em sabedoria, em conhecimento e em poder. Deus nunca falhou e jamais falhará. Deus nunca se arrependeu de nada do que fez e jamais se arrependerá do que faz. Deus não é movido por incertezas, não existem dúvidas em Deus, não existe ansiedade em Deus, não existem perspectivas negativas em Deus.
Deus tem toda autoridade tanto no céu como na terra e esta autoridade foi repassada para o Seu Filho Jesus Cristo. O Apóstolo Paulo, falando da divindade de Cristo, nos diz:
Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste (Cl 1.16,17).
E o próprio Senhor Jesus nos relata isso: Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra (Mt 28.18). Jesus disse ainda: Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim (Ap 22.13). Jesus, Deus Filho, tem toda autoridade tanto no céu como na terra e esta autoridade lhe foi conferida pelo próprio Deus Pai.
Autoridade significa o direito e a capacidade de comandar, de fazer leis, de exigir obediência e autoridade para julgar. Deus tem toda legitimidade para julgar o homem, Deus tem autoridade legítima para salvar ou condenar o homem. Deus tem autoridade para estabelecer a eternidade e a imortalidade para o homem. Jesus Cristo tem autoridade legítima sobre todas as nações, sobre todos os reinos, sobre toda potestade, não somente porque Ele é Deus, não somente porque Ele é Criador, mas também porque Ele a conquistou na cruz. São estas as suas convicções sobre Jesus Cristo? São estas as suas convicções sobre Deus? Ou você acha que como criatura pode aconselhar Deus? Pode manipular Deus? Pode debater com o Criador? Sugerir ao Criador? Saiba que todo joelho se dobrará perante a majestade de Deus e da glória do nosso Senhor Jesus Cristo. Faça isso hoje por amor e por submissão, pela sua livre e espontânea vontade, para não ter que fazê-lo obrigatoriamente na eternidade.
02 – AQUI ESTAMOS SENDO PREPARADOS PARA RECEBERMOS A IMORTALIDADE
A mudança radical que acontece com o nosso corpo com a passagem dos anos faz as pessoas temerem a velhice, mas este é o destino de todos nós e independente de estarmos ou não preparados vamos envelhecer. Alguns se adaptam rápido e vivem no ritmo da vida, enquanto que outros demoram um pouco para entrar no ritmo da dança, mas para alguns esse fato tão natural é traumatizante. A velhice é um dos maiores desafios da ciência. Descobrir a forma de neutralizar os efeitos do envelhecimento é o sonho de qualquer cientista e os arquibilionários dariam toda a sua fortuna pela “fonte da juventude”. Mas o mais longe que a ciência chegou até agora foi amenizar a situação, fazendo da indústria do bem-estar uma das mais prósperas dos últimos anos. E não há nada de errado em se buscar viver melhor, de uma forma mais agradável, mais feliz, desde que isso não vire obcessão. Mas a velhice pode ser encarada de outra forma. Apesar de a imortalidade ser tão ansiada nesta vida, ela é uma realidade para o homem, mas não nesta vida, e sim na pós-vida. Paulo, falando sobre a ressurreição do corpo, disse que nem todos ressuscitarão, porque alguns estarão vivos quando ela ocorrer. Mas ele disse que estes vivos serão transformados, porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade (1 Co 15.53).
Pensando nisso podemos encarar o envelhecimento como uma cerimônia, como uma preparação para recebermos a imortalidade. Na imensurável sabedoria de Deus, antes de Ele nos conceder a imortalidade, nos faz passar pela mortalidade, antes de nos conceder um corpo imortal, Ele nos concede um corpo mortal, antes de nos dar a vida eterna, Ele nos faz viver em um casulo, de forma que, quando este casulo se romper estaremos prontos e renasceremos imortais. E não é isso que está acontecendo comigo e com você? Não estamos vivendo em um corpo que está falindo? Um corpo que está perdendo seu vigor? Não temos que ficar deprimidos com as chagas do envelhecimento. Sei que não é nada fácil perder o vigor, perder a saúde, perder a juventude, conviver com dores, mudar o estilo de vida em função de doenças, mas na verdade o corpo está como que expurgando todo este mal que nada mais é do que um intruso que penetrou surdinamente na criação de Deus. É isso que Paulo quer nos falar quando diz:
Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo (que é nosso corpo) se desfizer, temos da parte de Deus um edifício (outro corpo), casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo (neste corpo), gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial (novo corpo); Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo (neste corpo) gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto (2 Co 5.1-5).
Portanto, não estamos morrendo, mas sim sendo preparados para recebermos a imortalidade. E não podemos nos esquecer de que fomos criados com dois elementos: Corpo e alma. Se por um lado o corpo nasce para a decadência, o mesmo não se pode dizer da alma. A cada dia que passa o corpo vai morrendo e a alma vai adquirindo mais e mais experiências. Se você passou pela adolescência e pela juventude sabe muito bem o quanto isso é uma realidade. É por isso que todo pai e toda mãe sempre tem os mesmos conselhos para os filhos, porque eles já viveram o que hoje eles vivem, eles já pensaram como hoje eles pensam, eles já passaram pelo ciclo da transformação que hoje eles estão passando e procuram evitar que a passagem deste ciclo seja menos doloroso para seus filhos do que foi para eles.
E do ponto de vista espiritual há uma última coisa a se pensar, que na realidade deve vir em primeiro lugar, que apesar de todos receberem a imortalidade, nem todos vão para o mesmo lugar, pois há um destino em que a presença de Deus será uma realidade, enquanto que o outro destino tem como fatalidade a completa ausência de Deus. E não há meio termo! Ou você vai para o primeiro ou vai para o segundo! Portanto, neste casulo em que a sua alma hoje vive você decidirá o seu destino final e depois de concretizado a sua decisão você ressurgirá, imortal, em corpo e alma, para viver no destino que você escolheu por ocasião desta vida. Só não se esqueça de uma coisa:
03 – FORA FICAM OS QUE NÃO PODEM ENTRAR
Como é decepcionante ficar do lado de fora! Às vezes, chego em casa sem as chaves e o controle do portão e não consigo entrar! Fico ali, do lado de fora, totalmente impotente, olhando tudo lá dentro, mas sem condições de entrar. Também é horrível quando seus amigos são convidados para uma festa e você não. Você fica em casa, triste, pensando na alegria de seus amigos e em quanto a festa deve estar boa, mas você está ali, do lado de fora. Pensa em um jogo de futebol em que você daria qualquer coisa para estar lá no estádio e faz de tudo para conseguir um ingresso, mas todos se esgotaram e você tem que assistir ao jogo pela televisão, mas não é a mesma coisa e você se sente do lado de fora. É apavorante ficar do lado de fora!
A Bíblia fala do céu. Ela nos mostra o céu como um lugar de descanso, um lugar em que repousaremos livres de todas as nossas fadigas deste mundo. O céu é um lugar de paz, de harmonia, de tranquilidade, um lugar em que viveremos felizes para sempre; e olha que o céu não é um conto de fadas! Sabe por que o céu é assim? Porque lá no céu desfrutaremos da presença de Deus e de Jesus Cristo, nosso Redentor e Senhor. É impossível pensar em qualquer tristeza, em qualquer angústia no céu, pois lá jamais haverá um velório, jamais haverá despedidas, jamais haverá qualquer separação, jamais haverá choro, jamais haverá qualquer crime e jamais haverá qualquer injustiça. E como pensar em haver qualquer destas coisas em um lugar em que Deus e Jesus Cristo habitam? A verdade é que não há nem como expressar a beleza do céu e toda a alegria que desfrutaremos lá! Mas a Bíblia fala de algo muito triste do céu, ela fala que muitos não poderão entrar e por isso ficarão do lado de fora; pense no quanto será apavorante se você não puder entrar e ficar do lado de fora do céu!
E quem ficará do lado de fora do céu? No céu, não pode entrar pecado, porque lá é o santuário de Deus. Jesus Cristo veio para nos libertar do pecado e nos justificar diante de Deus. Então, no céu, não pode entrar quem não foi limpo por Jesus Cristo, quem não teve a sua vida transformada e os seus pecados perdoados; chamamos isso de regeneração. É por isso que a Bíblia apresenta os que estão no céu com vestiduras brancas, porque eles foram lavados pelo sangue de Cristo. Os habitantes do céu eram assassinos, ladrões, corruptos, mentirosos, infratores, adúlteros, idólatras, feiticeiros, incrédulos, impuros e abomináveis, mas todos eles receberam a Jesus Cristo como Salvador, lavaram seus corações em Cristo e por isso foram perdoados os seus pecados; e as portas do céu são abertas a todos os remidos do Senhor. E quem fica do lado de fora? Aqueles que recusaram a salvação de Deus. E quem são eles? São os mesmos assassinos, ladrões, corruptos, mentirosos, infratores, adúlteros, idólatras, feiticeiros, incrédulos, impuros e abomináveis, mas que não aceitaram a Jesus Cristo como Salvador. Esta é a única diferença entre os que estão no céu com os que ficaram do lado de fora, pois as portas do céu estão completamente fechadas aos que não são remidos por Jesus Cristo.
E o que tem do lado de fora? Não sei! Mas sei o que não tem! Do lado de fora não tem alegria, não tem paz, não tem harmonia, não tem descanso e não tem esperança. Do lado de fora não tem Deus, não tem Jesus Cristo, e sem a presença deles jamais pode haver qualquer coisa boa. E de quem é a culpa de se ficar do lado de fora do céu? Sua mesmo! Habitar no céu ou ficar do lado de fora é a consequência do que você decide hoje a respeito de Jesus Cristo. Escolha hoje a Jesus e ganhe o direito de habitar no céu, imortal, por toda a eternidade, rejeite a Jesus e lamente-se por toda a eternidade do lado de fora do céu. E por que não pode entrar no céu? Se serão todos imortais por que não vão todos para o mesmo destino?
04 – UM POUCO DE FERMENTO LEVEDA TODA A MASSA
O fermento na Bíblia, na maioria das vezes, é símbolo de corrupção e pecado. Era isso que Paulo queria dizer quando disse que um pouco de fermento leveda toda a massa (Gl 5.9). E o que é levedar? Levedar é fermentar a massa, tornar-se volumosa. E é justamente isso que o pecado faz. Basta ter apenas um impuro e imoral em um grupo que logo muitos estarão contaminados. Até que Adão e Eva estavam sozinhos no Jardim do Éden nada aconteceu. Todos os dias eles se reuniam e conversavam com Deus. Quando se acrescentou a serpente na história, simbolizada por Lúcifer, que havia sido expulso do céu por causa do pecado, a mulher foi contaminada, em seguida ela passa adiante sua contaminação abordando ao homem e por fim toda a humanidade foi atingida. A Bíblia confirma isso quando diz:
Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram (Rm 5.12).
A massa toda foi levedada! A primeira experiência neste mundo nos mostra o quanto um pouco de fermento leveda toda a massa, ou seja, que apenas um único pecado, um único pecador pode contaminar toda a criação de Deus. A segunda experiência está na eternidade. Ela acontece somente depois de passarmos pela primeira. Nesta segunda experiência, Deus faz diferente da primeira. Ao invés de preparar e colocar todos em um único lugar, que é a Terra, ele prepara dois lugares para dois grupos distintos, o céu e o inferno, sendo o primeiro para os justificados e o segundo para os contaminados que não aceitaram se purificar. E ao invés de permitir a interação entre os grupos, como a serpente contaminada interagiu com a justa Eva, Ele veta toda e qualquer interação entre os grupos. É isso que nos ensina a parábola do homem rico e do mendigo Lázaro quando diz:
E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós (Lc 16.26).
A referência aqui é o céu e o inferno e os dois grupos são os salvos e os perdidos. E o sentido de passarmos por esta vida neste mundo é decidirmos para qual lugar iremos quando por fim acabar a nossa peregrinação, a qual grupo iremos pertencer no porvir. A existência destes dois lugares e destes dois grupos não depende de sua crença, não depende de você acreditar ou não em sua realidade, e desde que você nasceu estabelecido estás para tomar esta decisão a qual não é opinativa, mas obrigatória. O mesmo não se pode dizer de seu destino final que depende totalmente de sua decisão e de sua crença, de forma que o céu está reservado aos que creem e o inferno aos incrédulos. Falando do céu a Bíblia diz:
Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram (Ap 21.1-4).
E continua dizendo:
Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos (Ap 22.3-5).
Este é o lugar reservado para os purificados, os regenerados pelo Cordeiro de Deus que é Jesus Cristo. E falando do inferno a Bíblia diz:
Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte (Ap 21.8).
Estes são aqueles que não creram, aqueles que faziam chacotas dos purificados, aqueles que recusaram todos os convites e não quiseram se comprometer com Deus. Fizeram a sua escolha e foram parar no lugar de suas preferências. A culpa não é de Deus por terem ido para lá, mas tão somente deles mesmos, sendo este destino tão somente consequência de suas atitudes nesta vida.
Hoje temos a existência de três lugares: A Terra, onde vivemos para tomar a nossa decisão, o céu, onde estão os remidos do Senhor, e o inferno, para onde vão aqueles que não creram e não aceitaram a salvação de Deus. Mas em um futuro próximo existirá apenas dois lugares e seus destinatários terão o seu estado permanente em seus lugares para sempre. Para o inferno foram as pessoas sem nenhuma transformação de vida. Levaram consigo seus egoísmos, seus orgulhos, suas maldades, suas invejas, seus ódios, suas tradições e todo mal que residiam em seus corações. Enquanto que para o céu foram as pessoas que tinham tudo isso em suas vidas, entretanto creram, se entregaram, se comprometeram com Deus e foram justificadas e transformadas. E o céu permanecerá puro para sempre porque nele jamais entrará um impuro, um que não tenha sido purificado por Deus. Os moradores do céu não são santinhos, mas sim pessoas transformadas e purificadas por Deus.
Jamais haverá choro e sofrimento no céu porque lá não entrará nenhuma pessoa egoísta, ciumenta, irada, orgulhosa, pois nenhuma pessoa malvada entrará lá. No céu não haverá furto ou roubo, porque nenhum ladrão entrará lá. O ladrão da cruz que creu e se entregou a Cristo foi para o céu porque foi transformado e purificado antes de sua morte, mas o ladrão incrédulo não teve o mesmo destino porque em vida resolveu não crer, mesmo diante da morte. Também no céu jamais haverá assassinato porque nenhum assassino entrará lá. A convivência no céu será maravilhosa, mas o mesmo não podemos dizer do inferno por causa dos tipos de pessoas que estarão lá. A convivência lá é tão cruel que o rico dizia na parábola:
Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento (Lc 16.27,28).
E o que mais se esperaria de um lugar cheio de covardes, de incrédulos, de abomináveis, de assassinos, de impuros, de feiticeiros, de idólatras e de mentirosos? E o que fazer para não ir para este lugar de tormento? A resposta é a mesma que Pedro deu a uma grande multidão a dois mil anos atrás: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados (At 3.18). A mesma que Paulo deu a um homem: Crê no Senhor Jesus e serás salvo (At 16.31). Decidindo por este caminho terás herança no céu, porque a Bíblia diz:
E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas (2 Co 5.17).
Se não houver esta decisão, se não houver esta transformação, no céu você não poderá entrar para não contaminar a pureza do céu. Serás imortal! Viverás a eternidade! Mas não será no céu! No céu você não poderá entrar. Há uma última coisa a se pensar da eternidade:
05 – A GENEROSA PACIÊNCIA DE DEUS
Assim foi a despedida de Jesus dos seus discípulos:
Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir (At 1.9-11).
Com isso muitas pessoas imaginavam que a volta de Cristo se daria ainda naquela geração. Aos poucos, com os ensinos dos apóstolos, foi se percebendo que a volta de Jesus se daria em um futuro ainda distante. Desde então a Igreja tem esperado ansiosamente pela volta de Cristo. E porque ela não ocorreu ainda? Pedro, falando sobre isso, nos responde:
Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (2 Pd 3.9).
Jesus não voltou ainda pela paciência e pela generosidade de Deus que não deseja a perdição de nenhum de seus filhos. Deus está esperando que todos os que nasceram ou hão de nascer sejam salvos? Não! Deus está aguardando a salvação de seus filhos! E quem são eles? São todos aqueles que ouvem a pregação do Evangelho e aceitam a Jesus Cristo como seu único Salvador. A Bíblia diz:
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome (Jo 1.12).
São por estes que Jesus intercedeu em sua oração sacerdotal quando falou:
É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus (Jo 17.9).
Jesus estava intercedendo porque estava partindo e deixando suas ovelhas no meio de lobos: Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti... (Jo 17.11). Mas a vontade de Jesus era de não se separar de suas ovelhas: Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste... (Jo 17.24). Mas era necessário Ele partir e abrir o tempo da graça para a pregação do Evangelho, e enquanto ela acontece há os que rejeitam, mas há também os que ouvem:
Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão (Mt 10.26-28).
É o que está acontecendo hoje! Os filhos de Deus estão pregando o Evangelho a todos, pois não sabemos quem são os escolhidos de Deus, para que estes, ao ouvirem a voz do Evangelho, se arrependam dos seus pecados e se convertam a Cristo, e aqueles que não são eleitos tornem-se indesculpáveis pela rejeição da salvação, pois ouviram o Evangelho e o recusaram. É por isso que alguém lhe aborda na rua para lhe entregar um folheto, é por isso que alguém lhe faz uma visita e lê a Bíblia, é por isso que alguém lhe convida para ir à igreja, é por isso que alguém escreve um texto evangelístico e publica nas redes sociais, para que ouças a voz do Evangelho e se converta ou te tornes indesculpável caso não aceite a salvação de Deus. E é justamente isso que Jesus quis dizer quando falou:
Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más (Jo 3.18,19).
Entendeu a paciência de Deus? Porque quando Jesus Cristo voltar a pregação do Evangelho cessará. E Deus nunca derrama o seu juízo antes de chamar o pecador ao arrependimento. Ninguém, no inferno, poderá dizer que está lá porque nunca ouviu a pregação do Evangelho. Noé pregou durante 120 anos. Sodoma teve o testemunho de Ló. Jerusalém, antes de ser levada cativa, ouviu o brado dos profetas que a convocou ao arrependimento. E Deus tem falado ao mundo contemporâneo através da Igreja por meio do Evangelho. Deus não tem se calado ante a incredulidade das pessoas e tem permitido que seus filhos, mesmo perseguidos, maltratados e incompreendidos cumpram a sua missão de testemunhar acerca dele pela pregação do Evangelho afinal a pregação do Evangelho em todo o mundo é a última profecia a ser cumprida:
E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim (Mt 24.14).
Não sei como você tem reagido quando ouve o Evangelho, se você tem resistido à voz de Deus, se você tem adiado a sua decisão, se tem deixado para depois a entrega incondicional de sua vida a Jesus, mas uma coisa eu sei, Deus não quer que você pereça e Ele tem lhe dado muitas oportunidades de salvação. Deus está dando para você, hoje, mais uma chance, mais uma oportunidade, e assim como a porta da Arca um dia se trancou e ninguém mais pôde entrar, assim também a oportunidade da graça um dia cessará e não haverá mais oportunidade de arrependimento e de salvação, apenas a expectativa horrível de um acerto de contas.
CONCLUSÃO
O que não fará Deus na chegada de seus filhos na eternidade? Aqui, por ocasião da morte, os homens se despedem de seus mortos, enquanto que lá os anjos de Deus recebem os salvos! Aqui, por ocasião do funeral, acontecem melodias tristes, comoventes, dramáticas por causa da separação, enquanto que lá acontecem louvores em grande voz pela chegada dos salvos! Aqui se carrega um corpo mortal que sabia o que era sofrer e chorar, corroído pela doença, enquanto que lá adentra a eternidade uma alma imortal, que jamais verá novamente a morte, que jamais será vítima de qualquer doença, que nunca mais passará por qualquer sofrimento e nunca mais derramará qualquer lágrima! Aqui, por ocasião do funeral, se fala palavras bonitas, mas que aquele corpo não consegue mais ouvir, enquanto que lá os salvos ouvem o brado de uma voz que diz:
Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo (Mt 25.34)!
Aqui se recebe como morada final um túmulo todo ornamentado, enquanto que lá recebemos de Deus a morada que Jesus preparou para nós, pois assim Jesus prometeu:
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar (Jo 14.1,2)!
Esta é a recepção de Deus aos seus ungidos quando estes terminam a sua jornada neste mundo tão tenebroso. A esperança da eternidade, a esperança da imortalidade, a esperança do céu é que faz com que o funeral de um cristão seja cheio de lágrimas e lamentos, como qualquer outro, para mostrar a todos o horror da morte, mas não se encontra presente ali o desespero, a não ser naqueles que não possuem a mesma esperança, a mesma certeza, a mesma convicção de estar apenas trocando de lado, morrendo em um lugar para renascer em outro, sendo este último lugar, para o cristão, para aqueles que se prepararam para esta despedida um lugar de descanso de todas as fadigas deste mundo. Esta verdade está expressa na Bíblia e esta é a razão do Apóstolo Paulo dizer: Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro (Fp 1.21). Ele considerava a morte muito melhor do que o viver, pois dizia:
Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor (Fp 1.23).
Ele sabia que, para viver a eternidade, ganhar a imortalidade e ver as maravilhas do céu era necessário passar pela morte, mas não sem antes estar preparado para ela. No final da cerimônia do funeral de Billy Grahan foi dito:
Se hoje fosse o seu funeral, você iria para o céu? Nossa sociedade, politicamente correta, diz que existem vários caminhos para Deus. Mas a Bíblia diz que somente Jesus é o caminho!
Jesus te ama, mas Ele também é extremamente justo. Portanto, caso você o rejeite, Ele não poderá deixar de te punir com a perdição eterna, porque tão grande quanto o Seu amor é a Sua justiça. Que Jesus te abençoe para que não venhas a rejeitar esta salvação que lhe é oferecida gratuitamente no dia de hoje e assim possa viver a eternidade na presença de Deus, gozando de uma vida imortal cheia de surpresas e maravilhas que Deus preparou para o gozo de seus filhos! Amém!
Luiz Lobianco
luizlobianco@hotamil.com

Bibliografia:
Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Sociedade Bíblica do Brasil.